Problemas durante a amamentação

A amamentação é um momento muito forte entre a mãe e o bebê, mas alguns fatores podem atrapalhar este momento. Saiba mais no artigo.

mae amamentando

Todas nós sabemos da importância da amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida do bebê, além do todos os nutrientes imprescindíveis ao desenvolvimento e crescimento contidos no leite materno, a amamentação favorece e fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho, estabelecido a cada mamada. Porém algumas mamães, por falta de informação e cuidado excessivo, deixem de alimentar seus “filhotes” no peito devido a alguns problemas que podem surgir durante a amamentação, embora sejam raras as situações que prive o bebê do seu leite. Descrevemos alguns inconvenientes mais frequentes que costumam gerar muitas dúvidas nas mamães sobre continuar amamentando ou não, confiram:

>> Um dos casos mais comuns é a mamãe ficar gripada e então vem o medo de transmitir o vírus ao bebê. Nesse caso, sossegue e não suspenda a amamentação, pois nenhum tipo de gripe, até mesmo a tão temida A (H1N1) pode ser transmitida ao seu bebê pelo leite, segundo profissionais, a recomendação para estes casos é manter a casa bem ventilada, por isso mantenha janelas sempre abertas e ao amamentar use máscara descartável. Até mesmo nos casos de dengue a mamãe não precisa alterar em nada a rotina das mamadas, visto que só se contrai a doença através da picada do mosquito, não sendo possível transmiti-la pelo leite. Respeite o tratamento e não suspenda os medicamentos, pois a quantidade que chega até o leite materno é mínima, não provocando qualquer reação no bebê. O mesmo vale para viroses.

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>> Mamães que sofrem com sinusite, bronquite, infecções urinárias e até mesmo pneumonia também devem ficar tranquilas quanto à amamentação, estas doenças não são transmissíveis e não alteram em nada a composição do leite, não há necessidade de suspender a amamentação, nem mesmo um quadro de tuberculose, sendo necessário apenas informar ao pediatra quanto aos medicamentos que a mãe está fazendo uso.

>> Problemas alérgicos ou respiratórios, como crises de asma e rinite, comprometem somente seu desempenho na hora da amamentação, mas não alteram a qualidade nem tão pouco a quantidade do seu leite, em crises alérgicas o melhor é tentar descansar para estar bem disposta quando seu bebê exigir.

>> Caso você necessite de uma internação, os especialistas recomendam estocar o leite em vidros apropriados, o processo pode ser feito manualmente ou através de aparelhos próprios, como as bombas de extração, podendo o leite ser congelado por até três meses. Para que o bebê não se acostume com mamadeira, recusando o peito quando você voltar, o ideal é alimentá-lo com uma colher, se for possível.

>> Assim como a gripe, fissuras e mastite nos seios estão entre as principais causas da suspensão do aleitamento, são problemas comuns nas primeiras semanas pós-parto e não causam nenhum mal ao bebê. As fissuras muitas vezes surgem pelo posicionamento incorreto do bebê ou por não abocanhar toda a aréola na hora da mamada. Caso os mamilos estejam muito machucados o ideal é conversar com seu médico, pois existem muitas pomadas a base de lanolina que podem ajudá-la a proteger essa região tão sensível, como precaução, a orientação é expor os seios cinco minutos diariamente ao sol, caso já estejam começando a rachar, após cada mamada espalhe um pouco do próprio leite, que ajuda na cicatrização. É importante não suspender a amamentação, principalmente se a mulher tiver muito leite pelo risco da mastite, o chamado “leite empedrado” que nos casos mais sérios é tratado com antibiótico e anti-inflamatório.

>> O “sapinho”, tão comum na boquinha dos pequenos podem gerar problemas nos mamilos que geralmente coçam, ficam avermelhados, ardem e podem até rachar, nesses casos é importante falar com o pediatra para resolver o incômodo na boquinha dos bebês, com medicação específica para a boca e para os seus mamilos, porém não necessita suspender a amamentação.

>> Caso a amamentação seja interrompida por motivos alheios a sua vontade o recomendado são os bancos de leite, nos bancos da rede pública há fila, sendo atendidos preferencialmente os bebês prematuros, recém nascidos com problemas de baixo peso, refluxo de sucção insatisfatório, doenças infecciosas, deficiências imunológicas e complicações gastrointestinais. Para as mamães sortudas que produzem leite com sobra, está aí uma oportunidade de ajudar, doando seu leite para aqueles que precisam.

É importante ressaltar que a higiene pessoal antes de pegar seu bebê e trazê-lo ao colo é fundamental, visto que os vírus não são transmissíveis pelo leite, mas pelo contato das mãos e da boca, por isso, por mais difícil que seja, controle os beijos e capriche na higiene e mesmo que você esteja passando por algum probleminha de saúde, não suspenda a amamentação, pois o leite materno ainda é o melhor antídoto contra muitas doenças e infecções que podem acometer nossos pequenos.

29/11/10 por Josi

   

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